Gosto de escrever, tenho uma certa desenvoltura e sei me expressar bem usando as palavras, então não esperem de mim textos muito curtos… Perdão, sei que hoje os leitores gostam de leitura de fácil digestão, algo simples, resumido, mas o que aconteceu comigo na infância, merece um certo destaque e terei que rabiscar nessas linhas, um relato sobrenatural, um pouco longo talvez, deveras detalhado, mas prometo que serei omisso em algumas partes… Pelo menos tentarei encurtar…
Começo dos anos 80, minha amada família, pai, mãe, avô, 3 filhos, sendo eu o caçula e mais 2 cães, morávamos numa casa grande, com quintal enorme, num terreno com mais de 50 metros de fundo. Como eu amava essa casa, curti muito minha infância nela e ela tem um fator preponderante relacionado a alguns fatos estranhos que ocorreram no período que por lá morei…
Meu pais trabalhavam no setor rural, plantavam cana e no período de safra saíam muito cedo de casa e voltavam bem tarde à noite. Eu estudava no periodo matutino, e quando eu acordava para ir à aula, meus pais já tinham saído para trabalhar. Lembro de como trabalhavam muito e estavam sempre bem cansados, ficavam muito tempo fora e pouco tempo em casa, não tinham descanso de final de semana mas mesmo assim amavam a agricultura.
O sítio era do meu avô (pai da minha mãe) q ao aposentar, passou as terras p meu pai administrar seguindo as orientações dele, até q veio a falecer em 1982. Meu avô veio à obito com 70 anos… Então o sítio veio a ser 100% dos meus pais à partir de então…
Antigamente a cana era cortada depois da queima da palha, o q era muito perigoso pois o vento alternava de direção e poderia pular de uma plantação a outra e perder o controle da queima, transformando um pequeno foco num grande incêndio. Meu pai e minha mãe organizavam essa queima com o auxílio de funcionários e colonos do sítio.
No período da safra eram queimadas diárias e durante uma certa safra, coisas misteriosas ocorreram no sítio e na minha casa… Durante uma queima, meu pai e alguns funcionários entraram dentro da plantação com intuito de distribuir as chamas, isso é um momento crítico, q segue protocolos e para q não haja acidentes tem q se cumprir todas as regras… Com fogo não se brinca… Alguém esperou meu pai entrar e após ele adentrar a plantação, incendiou propositadamente a sua linha de saída…
Por um milagre o vento alternou a direção e ele conseguiu sair… Caso contrário estaria encurralado pelas chamas… Teria morrido queimado nesse dia… Acontecia também de estarem no campo e pegarem chuvas fortes e sempre ficarem com um resfriado simples, q nada mais é q uma disfunção orgânica q sara em poucos dias…
Mas nessa safra esse resfriado simples não sarou, mesmo com vários medicamentos o quadro só piorava e de um simples resfriado, o quadro se ampliou p uma grave infecção pulmonar, juntou água na pleura e seu pulmão de fumante ativo estava muito comprometido então… Minha mãe buscou auxílio espírita com uma amiga q fazia benzimento (quem é “Dazantigas” sabe q benzer era prática comum nessa época) e esta se propôs a fazer uma visita à minha casa para benzer e orar pelo meu pai…
Ela veio num dia em q alguns parentes estavam em casa p visitar o meu pai e o quarto q era bem grande, estava cheio de gente… A benzedeira logo q iniciou a reza, começou a manifestar um comportamento estranho, e eu sendo criança, fiquei num canto amedrontado mas curioso com o q estaria por vir…
Ela falava baixinho palavras q pareciam ser em outra língua, q pra mim eram totalmente desconexas, mas a impressão q eu tinha era q meu pai entendia tudo, pois movimentava a cabeça como se aceitasse tudo akilo q era falado nakele momento…
Após alguns minutos da reza, ele se sentou no meio da cama ao lado da benzedeira, apontou pro fundo do quarto e começou a falar pra todos tomarem cuidado com o cão negro e enorme q tava rosnando pra ele… Ele tava com medo do cão negro enorme e ao mesmo tempo bravo. Porque alguém tinha deixado um cachorro entrar dentro de casa? Ainda mais dentro do quarto dele, ainda mais sendo grande, ainda mais sendo bravo?…
Nessa época tinhamos 2 cães vira latas, de pequeno porte, q jamais entravam em casa, sequer ficavam na área externa quando meus pais estavam presentes… Nem nossos pequenos e amados dogs de estimação entravam, como q um cão brabo negro, enorme e desconhecido tava lá ??? Meu pai tava muito assustado, nem tava bravo mais, só pedia pra todos tirarem de qualquer jeito, o cão raivoso q rosnava pra ele…
Mas não existia nenhum cachorro lá, sequer havia algo no fundo do quarto q não fosse a parede e o armário… Ele tava assustado… Nunca tinha visto meu pai assim… Amedrontado… Horrorizado…
Com essa situação, todos no quarto ficaram perturbados e emocionalmente abalados também… Eu comecei a chorar, minha mãe pedindo calma a todos e falando pro meu pai q não tinha nenhum cachorro no quarto… Nesse momento a benzedeira, sentada ao lado da cama se levantou, abriu espaço entre as pessoas, abriu a porta e deu uma ríspida ordem gritando pro cachorro negro sair…
_Saia já !!! Nunca mais volte pra essa casa, nunca mais rosne pra essa familia !!! Volte pro lugar pra onde veio, que eu sei que é bem longe daki !!! Passaaaa !!! Anda logo !!! Vaiii !!! Sai daquiiii !!! Em nome de JESUS, te ordeno q saia e nunca mais volte !!!
Eu amedrontado, não vi nada mas senti o rabo do cachorro resvalando em mim quando passou do meu lado, senti um odor fétido de carniça, ouvi o barulho das patas no piso, ouvi a unha dele raspando na porta da cozinha e ela fazendo “nhéc” quando abriu… Ouvi meus dois cães latirem muito no quintal nesse momento… Clima tenso e pesado pelo silêncio alimentado pela incompreensão de todos…
O q se passou nakelas 4 paredes envolvendo um homem de bem e o paranormal, jamais será explicado de forma racional… O q nos basta é saber q a benzedeira expulsou algo q estava presente, intrínseco nakela casa, nakele quarto, o mal em forma de Cão Negro enorme, um animal maldito q trouxe a doença pra dentro de um lar saudável, o mal q tentou habitar nosso sítio em forma de fogo, na queimada…
No incêndio…
Mistério…
Mistério…
No dia seguinte meu pai já estava bem melhor, começou a se alimentar bem e a vida voltou a sorrir pra ele e pra gente.
Em uma semana voltou a trabalhar, minha mãe cuidou muito bem dele e da gente e como toda mulher sábia, soube fortalecer nosso lar !!! Ela descobriu q havia um funcionário, q trabalhava conosco desde a época do meu avô, q fazia trabalhos, rituais de macumba e queria as terras pra ele poder administrar…
Descobrimos sapos enterrados com a boca amarrada com bilhetes no seu interior, várias oferendas nas encruzilhadas, em meio às plantações, velas pretas e diversos outros rituais q nos foram descritos por outros funcionários de confiança…
O caso vai muito além, se deixar eu escrevo sem parar, dá quase um livro, mas daki me despeço agradecendo a cada um q leu até aki, pela paciência e comprometimento por finalizar e compreender esse relato deveras longo…
Essa é uma história real, contada por Cláudio T. Suzuki para o blog Superno.
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