Atividade paranormal em um jogo de airsoft… (Parte 2)

No meu relato anterior publicado no blog Superno, eu falei sobre minha experiência sobrenatural em um jogo de airsoft noturno e aqui estou eu novamente, para dar continuidade aos fatos que se seguiram naquela noite…

Aconselho aos seguidores do blog a lerem ambos os relatos, para se orientarem melhor na linha do tempo do ocorrido e para não me tornar repetitivo aqui…

Não conseguirei relatar com muita precisão, pois o fato ocorreu do outro lado do campo, envolvendo outros operadores…

Vou adiantando que todo processo foi testemunhado por diversas pessoas, nas quais confio plenamente, portanto é real, verídico. Mesmo não compreendendo o que realmente aconteceu, mesmo sendo cético, me arrepia o fato de que isso simultaneamente, ocorreu junto à minha experiência sobrenatural anteriormente descrita…

O jogo era noturno e usávamos lanternas táticas que auxiliam muito no decorrer do game. Não podemos ligá-la sempre pois da mesma forma que ela nos ajuda a enxergar possíveis alvos adversários, ela acaba entregando nossa posição. No airsoft, quando um operador é atingido, ele acusa a morte, levantando o braço e se dirige a um local pré determinado (Respawn) para “renascer” e voltar para o jogo.

Por ser um jogo de ação que simula confrontos militares, muita gente mata e muita gente morre e renasce a todo tempo durante o jogo… Aí entra uma dúvida pertinente ao caso… Será que diante dessa atmosfera mórbida e sinistra (de um campo situado num lugar ermo, isolado, abandonado, destruído pelo tempo, pelo homem através de saques, roubos, numa noite de lua nova, escura), nós que somos pessoas normais mas que a todo instante gritamos MORTO !!! MORTO !!! MATEI !!! MATEI !!!

Teríamos através de todo esse conjunto de falácias verbais, sem ao menos querer, poderíamos ter ativado uma espécie de ignição, um “start” de atividades paranormais ??? Por essa linguagem, literalmente mas indiretamente, teríamos invocado alguma entidade ? Será ???

Porque durante uma trocação franca de tiros, um operador viu um outro jogador deitado no escuro, no meio da trilha?… Ele estava deitado em posição fetal, com um braço erguido, posição que gera dúvidas interpretativas quanto ao que realmente estaria acontecendo com ele…

Estaria pedindo auxílio ?
Teria caído e machucado ?
Estava com dor ?
Ou estaria apenas sinalizando sua posição para seu time ?

Enfim outros dois operadores diretamente envolvidos na situação passaram a gritar o nome do operador, que deitado, só sinalizava com a mão, mas nada falava… Zero comunicação verbal… Escuridão total, sem lua no céu… Como já disse, usamos lanternas para iluminar o ambiente, mas nesse caso, iluminar um operador deitado entregaria sua posição para o inimigo, estamos competindo, é um jogo… 

Tentaram por várias vezes chamar pelo nome e sem resposta verbal, resolveram iluminar o operador e todo espaço ao redor, mesmo correndo risco de serem vistos pelo adversário… A situação parecia crítica, operador gesticulando muito… Já é protocolo…

Quando um operador se machuca, todo o efetivo é movido a fim de auxiliar no processo de resgate e caso seja algo mais grave, o jogo pausa para que todos possam compreender o que realmente possa estar acontecendo. Todos operadores passam a se auxiliar no que for necessário… Mas aí ocorreu aquilo que menos se espera…

Com a gritaria, todos os operadores, aliados e adversários, se dirigiram ao local onde o operador caído gesticulava e para surpresa de todos…

Não havia ninguém lá… Nada…

Absolutamente nada além de um espaço vazio, local normal de passagem para os operadores, uma faixa de asfalto limpa e vazia… Uma trilha, somente uma trilha…
Nada mais… Nada menos… Só uma trilha…

Senti um arrepio, aquele frio que percorre toda espinha, da unha do pé até o último fio de cabelo… Aquele medo que gela sua alma, que dispara seu coração e que durante frações de segundo, o seu metabolismo, o tempo e tudo ao seu redor para… Escuridão… e…

Silêncio…
Silêncio…
Infinito Silêncio…

E lá atrás, bem longe, veio chegando o operador que a equipe achava que era quem estava ali deitado, achavam que era ele que estava machucado, achavam que era ele gesticulando, acharam que era ele pedindo auxílio a nós… A quem quer que pudesse ajudar… Mas…

Não era ele…
Não era ele…
Não era ninguém…

Hoje sabemos que quem quer que estava ali pedindo ajuda, não era nenhum dos nossos…
Mas e naquele instante ? Imagina o clima de tensão, o terror dakele momento ??? Consegue sentir ?

Tentem…
Tentem…

Ali naquele lugar, não tinha um operador, não era um jogador, não era um amigo nosso pedindo auxílio…

Não era…
Eu não sei o que era…
Não sei denominar o que realmente era aquilo… Só sei que não era desse mundo… Disso eu tenho certeza…

Essa é uma história real enviada por Cláudio T. Suzuki ao blog Superno.

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Publicado por feliciaellenbueno

Musicista (cantora, compositora e produtora musical), escritora, filósofa, blogueira, artesã, jardinista, polímata, autodidata. Amante das artes, da natureza e dos animais.

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