No ano de 1676, uma freira católica foi encontrada jogada no chão de seus aposentos no convento de Palma Di Montechiaro, na Sicília. Seu rosto estava sujo de tinta e ela tinha nas mãos uma carta codificada que segundo ela, havia sido escrita pelo próprio Satanás enquanto estava sob posse de seu corpo. A carta continha uma mistura de símbolos e letras incompreensíveis.
Ao se recuperar, a irmã Maria Crocifissa Della Concezione, (antes chamada de Isabella Tomasi) que entrou para o convento aos quinze anos de idade, explicou que havia sido possuída pelo diabo e que a carta era de autoria do próprio satã, que a teria forçado a escrevê-la, tentando afastá-la de Deus e levá-la para o caminho das trevas.
A carta que recebeu o nome de “carta do diabo” ou “carta de satã” tinha quatorze linhas escritas com garranchos misteriosos e fora de ordem, uma mistura que dificultou ainda mais o trabalho dos que tentaram decifrá-la.
A misteriosa carta só pôde ser decifrada, trezentos e quarenta e dois anos depois, por pesquisadores do museu Ludum, na Sicília, que conseguiram decodificar partes da carta com o auxílio de um programa que quebra códigos de inteligência encontrado na deep web.
O software detectou a presença de uma mistura de palavras em grego, latim, rúnico e árabe. É como se a carta tivesse sido escrita em taquigrafia.
A carta trazia uma mensagem de blasfêmias contra Deus e a Santíssima Trindade, e menciona o Estige, que na mitologia grega e romana era descrito como um rio que separa o mundo dos mortos e o mundo dos vivos.
Os pesquisadores não acreditam que os fatos ocorreram como descritos pela freira, mas fazem suposições de que ela pudesse sofrer de algum transtorno mental. No entanto, os registros históricos mostram que a freira costumava ser perturbada pelo que ela acreditava se tratar de forças demoníacas, frequentemente.
Dizem que o demônio teria tentado obrigá-la a assinar a carta, no entanto ela não teria obedecido, e teria assinado apenas com a palavra “Ohimé” (Oh eu).
A irmã Maria Crocifissa, foi vista pela igreja católica como uma vitoriosa combatente contra as forças do mal. Foi considerada venerável e digna de estima, mas não foi formalmente considerada santa após sua a morte.
E vocês, o que acham dessa história? Teria a freira de sido perturbada por forças malignas? Ou de fato ela poderia sofrer de algum transtorno mental? Deixem a opinião de vocês aí embaixo nos comentários.