Cloe, a amiga imaginária da minha irmã…

Um pouco antes de eu nascer, minha irmã Ana tinha uma amiga “imaginária” chamada Cloe. Ela foi amiga da Ana por muito tempo, e até então, nada que fugisse do normal, no entanto, um tempo depois as coisas começaram a ficar um pouco estranhas.

A princípio, meus pais não deram importância ao caso, não parecia algo com o quê se preocupar, além do quê, os psicólogos sempre diziam que isso era normal que não havia motivos para se alarmar e que com o tempo a Ana perderia o interesse nessa “amiga”. No entanto, algum tempo depois, meus pais começaram a acreditar que nossa casa de fato era mal assombrada.

Meus pais contam que quando eu tinha por volta de um aninho, uma noite, enquanto minha mãe me colocava para dormir, eu comecei a chorar e apontar para o canto da parede. Minha mãe ficava tentando me acalmar e me confortar, mas eu continuei a chorar e apontar para o mesmo canto. De repente, minha irmã entrou no meu quarto e apontou para o mesmo canto e gritou: “Cloe, pare com isso”!

Imediatamente eu parei de chorar e a Ana então disse a minha mãe que aquilo era normal, que as vezes a Cloe gostava de brincar, colocando máscaras assustadoras para provocar medo nas pessoas. Minha mãe, ficou apavorada, o que era compreensível, então ela disse a Ana para dizer a Cloe que se ela não conseguia ser legal que ela não poderia brincar na nossa casa.

Algumas semanas se passaram e a Ana disse à minha mãe que quando Cloe ficava brava, seus olhos mudavam de cor e sua voz ficava mais grave. Minha mãe ficou chocada, não sabia como responder a isso e apenas disse que tudo bem.

No entanto, não ficou tudo bem. Ao que parece Cloe não era uma garotinha e o que a Ana dizia ser máscaras que a Cloe usava para assustar as pessoas, na verdade era a verdadeira aparência daquela coisa. Cloe era um demônio.

Durante muito tempo ela provocava eventos paranormais na casa. Minha irmã Ana passou a ter pesadelos muito realistas e a aparecer com manchas roxas pelo corpo que ela não sabia explicar. Em uma ocasião, minha mãe acordou com a Ana chamando por ela na beira da cama, ela disse que a Ana estava chorando e pedindo para dormir com ela porque ela estava com medo e minha mãe então a colocou na cama ao seu lado. Ela reparou como a Ana estava gelada e a cobriu passando o braço sobre ela.

Poucos minutos depois a Ana apareceu ao lado da cama da minha mãe chorando, dizendo que a Cloe não a deixava dormir, então minha mãe ficou completamente em choque pois ela ainda estava abraçada àquela coisa que tinha a aparência da Ana e que minutos antes havia pedido para se deitar com ela na cama. Quando minha mãe se deu conta disso ela sentiu o cobertor abaixando como se estivesse esvaziando.

Minha mãe levantou apavorada, acendeu a luz, acabou acordando todos da casa naquela noite. No outro dia ela ligou pra um amigo pedindo ajuda. O amigo mandou um pastor, que ungiu toda a casa e fez umas orações, mas minha mãe já estava decidida a sair dali. Depois que nos mudamos a Ana nunca mais viu a Cloe.

Essa é uma história real. A identidade das pessoas envolvidas nessa história foi mantida em sigilo.

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Publicado por feliciaellenbueno

Musicista (cantora, compositora e produtora musical), escritora, filósofa, blogueira, artesã, jardinista, polímata, autodidata. Amante das artes, da natureza e dos animais.

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