Dez relatos curtos de amigos imaginários…

Nos Estados Unidos é muito comum ouvir as crianças falarem sobre seus amiguinhos imaginários o que não é tão comum aqui no Brasil. Na maior parte das vezes, esses amigos parecem de fato terem sido criados pela imaginação fértil de uma mente em construção como a de uma criança.

No entanto, em alguns casos, esses amigos dão sinais de que não são tão imaginários assim. Embora os psicólogos vejam essa questão como algo saudável e portanto benéfico para as crianças, relatos de pais assombrados com os “amigos imaginários” de seus filhos levantam uma grande questão, esse fenômeno é apenas um produto da mente das crianças ou de fato são manifestações paranormais?

Nós, os aficionados no paranormal, costumamos usar a expressão “amigo imaginário” também para classificar um fenômeno que acontece quando crianças começam a interagir com seres que não são do nosso mundo. Embora em muitos casos, esses “amigos imaginários” desapareçam sem causar nenhum transtorno à medida em que as crianças vão crescendo, em outros casos, eles podem causar danos, machucar fisicamente essas crianças, causar doenças físicas e transtornos como pânico, ansiedade e depressão. Eles fazem sua presença ser notada provocando outros eventos de ordem sobrenatural.

Embora não seja possível afirmar o que de fato ocorre em todos os casos, em alguns por outro lado fica bem evidente a ação de entidades demoníacas que costumam assumir outras formas e se mostrarem gentis e amigáveis no começo, para ganhar a confiança das crianças e com isso poderem se ligar a elas.

Esse fenômeno ocorre em escalas maiores e menores. Na maioria das vezes a história termina bem, no entanto, em raríssimas ocasiões, um caso como esse pode resultar em possessão. Algumas das histórias contadas por pais em torno do mundo chegam a ser tão assustadoras que se parecem com creepypastas ou com o roteiro de um filme de terror. A seguir, dez relatos curtos sobre “amigos imaginários”…

A senhora agradecida…

“Essa é minha mãe imaginária, a “Senhora Agradecida”. Seus cílios amarelos significa que ela pode ver no escuro. Ela só vem me ver a noite. As vezes ela me assusta, mas sempre quero que ela volte. Ela tem dois bebês em sua barriga, ela tem quatorze anos, mas nunca pode fazer aniversário…”

O homem do pescoço de cobra…

“Enquanto trocava de roupa em frente à porta do armário aberta. Minha irmãnzinha continuou olhando ao meu redor e rindo. Eu perguntei a ela o que era tão engraçado. Então ela disse que era “o homem”. Perguntei, a ela de que homem ela estava falando. Ela então apontou para o armário e disse que era “o homem com pescoço de cobra”. Eu me virei e não havia nada lá. Tenho medo de olhar a história da minha casa para ver se alguém se pendurou no armário. Pelo menos ela não estava com medo…”

O homem que rasteja…

“A filha de quatro anos da minha colega de trabalho sempre pensou que o barulho dos canos de água nos armários da cozinha eram “lobos brancos” e o som sempre a assustava.
Um dia ela estava sentada à mesa da cozinha e disse: “Mãe, os lobos brancos não são ruins, eles são nossos amigos!”
Sua mãe encorajou a ideia dizendo que sim, que os lobos brancos as estavam protegendo, que eles eram amigos.”
Em seguida, sua filha acrescentou: “Eles são nossos amigos, mas o homem que rasteja no chão e fica ao lado da minha cama, não é…”

O sinal da cruz…

“Minha filha costumava me contar sobre um homem que entrava em seu quarto todas as noites e colocava o sinal da cruz em sua testa. Achei que fosse apenas um sonho. Então minha sogra mandou algumas fotos de família. Minha filha olhou direto para a foto do pai do meu marido, que está morto há 16 anos e disse que era ele. Ela afirmou que ele era o homem que entrava em seu quarto à noite. Mais tarde, meu marido me disse que seu pai sempre fazia o sinal da cruz em sua testa quando ele era jovem…”

O homem trepadeira…

“Meu filho de três anos sempre me fala sobre o “homem trepadeira” que mora no quarto da minha mãe e do meu pai. Ele fala sobre isso sempre que volta para casa depois de visitá-los. Uma vez cometi o erro de perguntar como ele era, me arrependi depois de meu filho dizer que ele não tem rosto…”

Roger, o amigo estranho…

“O amigo imaginário do meu irmão mais novo, se chamava Roger e vivia debaixo da nossa mesa de centro. Roger tinha mulher e nove filhos e ele viveu com sua família pacificamente ao nosso lado por três anos. Um dia, porém, meu irmão mais novo anunciou que Roger não estaria mais por perto, pois ele havia matado toda sua família e cometido suicídio…”

O menino na árvore…

“A fazenda dos meus pais fica ao redor de um cemitério. Um dia, meu pai e minha sobrinha de quatro aninhos estavam caminhando por lá. No meio do passeio, minha sobrinha levantou os olhos e apontou para o alto de uma árvore e perguntou ao meu pai, o que o garotinho estava fazendo em cima da árvore. Meu pai olhou e não havia nenhum garotinho na árvore, mas minha sobrinha insistia que sim, ela até chegou a descrevê-lo…”

Olhos vermelhos…

“Quando meu filho tinha 4 anos, ele dizia que seu amigo imaginário se sentava no canto da sala quando eu apagava as luzes. Então ele dizia que o amigo iluminava a sala com seus olhos vermelhos brilhantes…”

A senhora no quarto…

“Quando meu sobrinho tinha três ou quatro aninhos, ele dizia que havia “uma senhora” que ficava sentada na ponta da cama dele quase todas as noites. Ele a descrevia dizendo que ela usava roupas velhas e costumava mantê-lo acordado à noite toda conversando com ele. Ele se irritava e ficava muito nervoso pelo fato de que ninguém mais podia vê-la, ele insistia que “a senhora” estava lá e o visitava todas as noites. Ele falava dela com tanta convicção que minha irmã se mudou dessa casa pouco tempo depois…”

Recado do além…

Minha esposa e eu deixamos o monitor do bebê ligado e ouvimos quando minha filha de dois anos falava com alguém ao acordar no sábado de manhã. Ela perguntava “o quê?” e em seguida disse “tudo bem, eu direi a ela”. Então ela se levantou e entrou em nosso quarto e disse à minha esposa que a Mary havia dito que ela estava fazendo um bom trabalho. Mary era o nome da minha mãe, sua avó. Elas eram muito próximas antes dela falecer…”

Os relatos contidos nessa publicação são reais. A identidade das pessoas envolvidas nessas histórias foi mantida em sigilo.

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Publicado por feliciaellenbueno

Musicista (cantora, compositora e produtora musical), escritora, filósofa, blogueira, artesã, jardinista, polímata, autodidata. Amante das artes, da natureza e dos animais.

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