O Potergeist de Ourinhos… (Relato 10)

No começo dos anos 80 em Ourinhos, na rua Maranhão, próximo aonde é o Supermercado Avenida hoje, ocorreu um dos maiores fenômenos sobrenaturais, comprovadas de uma atividade Poltergeist real…

O fenômeno foi documentado a princípio pela imprensa local, com cobertura dos jornais impressos da cidade, mas com a tamanha repercussão do caso, a ocorrência atraiu muitos jornalistas e curiosos de toda a região… Uma multidão se aglomerou em frente à casa, veículos de comunicação diversos participavam da cobertura do caso, inclusive na época foi feita uma transmissão ao vivo pela Rádio AM da cidade, que alcançou níveis altíssimos de audiência…

Numa época em que não existia internet, creio que o programa do radialista Aparecido “Cido” Leite foi a primeira, a pioneira do que chamamos atualmente de  “Lives”… Vários Livros foram escritos sobre o caso, inclusive um que relatou vários detalhes ocorridos e foram testemunhados pelo escritor, deu fama, credibilidade e muita visualização posterior ao caso…

Esse escritor que era um famoso redator e correspondente do melhor jornal do país na época, o Jornal Estado de São Paulo, era um  absoluto formador de opinião da época. Seus relatos eram absurdamente horripilantes…

Matérias foram veiculadas no Jornal Nacional e no programa Fantástico, ambos da Rede Globo de Televisão… Ourinhos virou manchete nacional !!! O Terror virou manchete nacional !!!

O CASO…

Tudo começou com um ruído no forro do imóvel, que era uma edícula pequena, construida no fundo do terreno da Rua Maranhão… Com o ruído, os moradores achando que era um ladrão, imediatamente chamaram os vizinhos e pediram ajuda para render o meliante…

Todos cercaram a casa e aos gritos ordenavam que o ladrão saísse de dentro do forro… Barulho era muito alto no teto da casa e sem a presença física e visível do meliante, tiveram a idéia de ferverem uma panela com água… O intuito era intimidar o larápio…

Queriam jogar água fervente nele…Várias ameaças foram feitas e durante a negativa de sair do forro, a água foi enfim jogada… Imediatamente gavetas do armário começaram a se abrir e bater com muita força… Pratos eram arremessados à distância… Copos eram atirados com força na parede…

A parede trincou, necessitando de reforma posterior… Varios talheres se entortaram sozinho, vidros quebravam… O terror estava presente ali !!! A atividade paranormal naquela casa então, se manifestou e se fez presente à todos !!!

Aos gritos, quem estavam ali e testemunhou toda a ocorrência, saiu correndo… Apavorados, foram todos para fora da casa… Diante do desespero e apavoradas, a vizinhança histérica chamou os bombeiros e a polícia militar…

Tudo isso consta, perfeitamente descrito no livro, inclusive com todos os nomes dos policiais, bombeiros e demais oficiais da corporação, que atuaram nessa ocorrência… Os militares amedrontados, afirmaram que nada poderiam fazer contra espíritos e entidades do além… Consta nos autos, descrito, “que nada poderiam fazer contra algo que não era humano…”

Nessa época, eu estudava na Vila Perino, bem próximo, lembro que passei em frente à essa casa e por um instante parei… Parei porque me senti atraído… Estranhamente atraído… Magneticamente atraído… Diabolicamente atraído…

Muitos aqui sabem que durante um tempo, (nessa época) o mal rodeou minha casa e minha família… Se sabe que o mal em si, não respeita raça, idade, sexo, condição financeira… O mal não respeita nada, o mal não respeita ninguém, o mal age sem distinção…

E naquele momento, naquele local, eu sentia que estava diante do mal, em sua essência… O mal puro habitava aquela casa!!! O mal obscuro e insólito… Eu vi… Eu ouvi…Eu senti… Eu não tinha dúvida disso !!!

Padres foram chamados, pastores foram chamados… Espíritas foram chamados… A situação caótica estava tão complicada e crítica, que foi necessário até que a família se mudasse temporariamente do imóvel…

Ainda hoje, ouço várias versões de como o caso terminou… São muitas versões… Inclusive a literatura pertinente ao caso, os jornais e as rádios, as pessoas tem versões distintas, que diferem muito, umas das outras… Ninguém sabe ao certo… São muitas versões… É o que dizem…

Mas…
Eu sei…
Sim, eu sei…

Sei de todos os detalhes e quais procedimentos foram realizados… Eu sei quem realizou a limpeza espiritual do ambiente… Sei quem enfrentou o mal de frente e saiu vitoriosa do confronto… Eu sei quem livrou essa família do mal… Sei de tudo…

Afinal…

Eu conhecia a Benzedeira Dona Benê…

Essa é uma história real, contada por Cláudio T. Suzuki para o blog Superno.

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Publicado por feliciaellenbueno

Musicista (cantora, compositora e produtora musical), escritora, filósofa, blogueira, artesã, jardinista, polímata, autodidata. Amante das artes, da natureza e dos animais.

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