Uma noite, no ano de 2019, acordei e olhei para o meu armário e vi um homem de pé, com o pescoço e os ombros curvados (não há espaço para ficar em pé no meu armário). Eu não conseguia ver nenhuma característica distintiva, pois ele era todo preto, como alguém vestido de preto no escuro, mas era possível perceber que ele tinha um chapéu. Eu ergui um pouco o corpo na cama e não conseguia parar de olhar tentando identificar o que eu estava vendo.
Meu marido finalmente acordou e começou a me bater no braço perguntando se eu estava bem, mas eu não consegui responder. Eu o sentia batendo no meu braço e podia ouvi-lo, mas eu estava tão focada nessa coisa no meu armário, que fiquei paralisada. Desviei o olhar e respondi a ele e então, quando olhei novamente, aquela coisa havia sumido. Nada no meu armário tinha aquela forma.
Um ano ou mais depois, minha filha e eu estávamos assistindo a um documentário sobre paralisia do sono, onde falavam do homem do chapéu e eu fiquei chocada. Eu disse a ela que o tinha visto. Definitivamente não era parte da paralisia do sono, pois eu estava acordada, podia me mover e falar. É uma loucura saber que vi algo que tantos outros viram e antes de saber que era uma coisa sobrenatural.
Essa é uma história real, a identidade das pessoas envolvidas foi mantida em sigilo.
Fonte: Projeto “Homem do Chapéu”.
Tradução e adaptação do texto para português: Felícia Elen