Minha esposa e eu estamos extremamente felizes criando nossa filha Alice, de oito anos. Mas, como qualquer pai poderia dizer, criar um filho traz muitos desafios. E recentemente, nosso maior desafio foi lidar com um dos amigos imaginários da Alice, o tal do Derek. Ao que parece, Derek gostava de contar histórias inconvenientes e começou a fazer alguns comentários bastante dolorosos sobre o estado de nosso casamento.
Nós rimos disso no começo. Alice nos informava que Derek achava estranho que as vezes eu demorasse um pouco mais no trabalho. Ele achava que minha esposa Márcia, não era muito paciente. Achávamos curioso e engraçado que uma criança pudesse ter ideias tão malucas na cabeça.
No entanto, com o passar do tempo, os comentários inconvenientes de Derek começaram a criar transtornos reais, e isso não era nada engraçado. Uma noite, Derek perguntou por que eu nunca ajudava com o jantar, mesmo nos dias em que eu dizia que tinha trabalhado pouco. Ele também começou a questionar a Márcia sobre seu amigo da academia, o Luís, e por que ela falava tanto nele.
Derek estava ativamente tornando nossa vida desconfortável. Quer fosse em não apreciar as pressões do meu trabalho, ou fazendo comentários essencialmente inadequados, sobre a conduta da Márcia com seus amigos de treino.
Então, depois de ler as últimas pesquisas de psicologia infantil sobre amigos imaginários, discutir nossos próprios sentimentos sobre Derek e estudar cuidadosamente cada método de ação possível, estabelecemos um plano, precisávamos matar o Derek.
Tinha que ser assim. Não podíamos simplesmente mandá-lo embora, Alice iria apenas imaginá-lo de volta. Também foi uma boa maneira de Alice aprender sobre perdas. Nós dois pensamos que é muito importante encontrar oportunidades de aprendizado para ela sempre que possível. Infelizmente, hoje em dia, muitos pais se contentam em deixar TVs e iPads educarem seus filhos. Nós nunca quisemos ser esse tipo de pais.
Claro, o assassinato precisava acontecer quando Alice não estava por perto, não éramos monstros! Então, colocamos um plano em prática para atrair Derek para um local isolado. Sugeri que Derek fosse escalar comigo, enquanto a Márcia levava a Alice ao cinema e ao McDonald’s. Derek concordou em vir, embora não antes de fazer seus comentários maliciosos como de costume sobre Márcia e eu vivendo vidas separadas.
Uma vez na rocha, Derek teve um infeliz “acidente”. Um de seus clipes “quebrou” fazendo com que sua âncora “se soltasse” antes de sua corda “quebrar” e ele “mergulhar” em queda livre até se espatifar no “chão” e sua “cabeça” se dividir ao atingir algumas “pedras” sendo posteriormente “comido” por ursos. Ele morreu enquanto vivia, imaginariamente.
Alice ficou muito chateada quando demos a notícia, como era de se esperar. Eu a poupei dos detalhes sangrentos, meramente explicando que Derek mergulhou em pedras irregulares e abriu seu crânio antes de ser comido por ursos. A Márcia usou a imagem de ursos comendo a carcaça de Derek para apresentar alguns pontos importantes sobre o ciclo da vida e sobre como coisas ruins às vezes podem acontecer a pessoas ruins. Também explicamos que Derek era uma pessoa má.
Eles não falam sobre dias como este, quando você se torna pai. Foi difícil ver nossa pequena amêndoazinha aceitar a perda de seu amigo inconveniente. Mas também foi gratificante ver a jovem corajosa e resiliente que havíamos criado. Significou muito saber que a ajudamos a processar uma importante lição de vida. Agora sabemos que ela estará bem equipada para lidar com a morte iminente de seus outros amigos imaginários fofoqueiros, Esther, Sra. Peruca de pluma, Professor Clark e Dave…
Este texto é um relato descontraído de um pai sobre o amigo imaginário de sua filha. Segundo ele, até o presente momento, Derek continua morto. Os nomes reais dessa história foram substituídos.
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