Quando minha irmã tinha por volta de seis ou sete anos, ela tinha uma amiga imaginária chamada Emily. Ela dizia que Emily morava em seu armário, e a descrevia como uma menina que usava um vestido preto, antigo e desgastado com cabelos longos e tinha a mesma idade que ela.
Minha irmã brincava com Emily o tempo todo, sua “amiga imaginária” estava sempre presente. Minha irmã pedia a meus pais que tudo o que fosse feito a ela, que eles fizessem a Emily também. Sempre que sentávamos à mesa, minha mãe tinha que colocar uma cadeira a mais e assim era com os pratos, copos e talheres, tinha que ter tudo igual para Emily.
Um dia isso começou a incomodar meus pais, eles passaram a notar que minha irmã estava agindo de forma estranha, ela começou a se tornar muito introspectiva, ela não queria brincar mais com a gente e passava muito tempo com a Emily. Ela se sentava no meio do quarto e ficava ali bastante tempo e as vezes ficava sussurrando coisas que não conseguíamos entender como se ela estivesse falando com alguém.
Lembro-me que um dia, meu irmão estava passando por seu quarto quando ouviu sussurros que pareciam ser de duas pessoas conversando. Ele então se aproximou e como a porta estava entreaberta, ele colocou o rosto para olhar. Então ele viu minha irmã sentada no meio de seu quarto sussurrando alguma coisa que ele não conseguiu entender.
Nessa hora minha irmã que estava de costas para a porta do quarto, se virou de repente e sibilou para ele, como aqueles barulhos que os gatos fazem quando estão zangados. Ele saiu gritando e chamando meus pais e ele conta que enquanto ele corria e gritava ele ouvia risadas demoníacas bem pertinho de seus ouvidos, como se estivessem atrás da cabeça dele, como se alguém o estivesse perseguindo e dando gargalhadas ao mesmo tempo. Ele ficou com tanto medo que urinou nas calças. Meus pais correram para o quarto dela e eu podia ouvir minha irmã gritando histérica.
O que houve depois, não sei dizer, não tenho ideia do que aconteceu naquele quarto, mas corri para o fundo da escada e vi que a gritaria parou. Vi meus pais segurando minha irmã que estava chorando. No outro dia, perguntei a ela sobre o que havia acontecido. Então ela me disse que Emily costumava dizer a ela para fazer coisas horríveis consigo mesma.
Minha irmã costumava acordar no telhado e não se lembrava de como havia chegado lá. Eu não estou brincando, eu jamais brincaria com isso. Aparentemente, Emily tinha um terrível ódio dos meus pais, então ela colocou minha irmã contra eles. Tudo isso aconteceu na minha antiga casa. Meus pais ainda receberam a visita do pastor da igreja a qual eles frequentavam por alguns dias.
Eles se trancavam no quarto com minha irmã, dava para escutar seus gritos. Depois de muitos dias minha irmã parecia bem, mesmo assim meus pais foram aconselhados a deixar a casa. Nos mudamos para uma casa diferente e Emily finalmente desapareceu. Eu não estou inventando nada disso. A “amiguinha imaginaria” da minha irmã bagunçou as coisas por um longo tempo em nossa casa.
Aos poucos minha irmã retomou sua rotina, voltou a ser aquela menina alegre e a interagir conosco. Hoje ela está com vinte e quatro anos, mas não gosta de tocar nesse assunto, na verdade ela odeia falar sobre isso, então eu não pergunto nada, as poucas vezes que tentamos perguntar alguma coisa sobre isso ela se fechou e não quis falar nada. Fiquei muito aliviada por termos saído daquela casa. Bom, esse é o meu relato…
Essa é uma história real. A identidade das pessoas envolvidas nessa história foi mantida em sigilo.
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Coitada, o melhor pra ela nessa altura da vida e esquecer mesmo.
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