O túmulo de Jeannette Ryder…

A americana Jeannette Ryder era uma filantropa que viveu em Cuba no início do século XX. Em 27 de outubro de 1906, ela fundou uma Sociedade para a Proteção dos Animais, também conhecida como Bando de Piedad de la Isla de Cuba, que tinha a sua sede na Calle Paula, hoje Leonor Pérez, esquina com a Picota.

Para atingir seu objetivo ao longo de sua existência, contribuiu com grande parte de sua fortuna pessoal para a manutenção do programa humanitário da instituição.

Como pessoa, ela não se importava com a publicidade, por isso não há muitas fotos dela na imprensa. Sua tenacidade a direcionava a todos aqueles que considerava seus protegidos, crianças e animais indefesos. Seu trabalho conquistou adeptos nos diversos setores sociais da população.

Algo curioso na vida de Jeannette Ryder era seu animal de estimação chamado Rinti, com quem ela andava por toda parte. Conta-se que após a morte de Jeannette, Rinti deitou-se na abóbada do cemitério de Colón, ao pé de sua sepultura, permanecendo inconsolável, sem aceitar comida e nem água até que finalmente faleceu.

Rinti foi enterrado ao lado de sua dona e é um dos dois animais oficialmente enterrados no cemitério de Colón. Em 1945, foi erguida uma escultura representando Rinti repousando ao pé do túmulo, que desde então, é conhecido como “o túmulo da lealdade” onde é possível ler a seguinte mensagem:

“Fiel até depois de morta…”


Publicado por feliciaellenbueno

Musicista (cantora, compositora e produtora musical), escritora, filósofa, blogueira, artesã, jardinista, polímata, autodidata. Amante das artes, da natureza e dos animais.

Deixe um comentário