A Maldição do Titanic…

Cento e dez anos depois do naufrágio mais famoso da história, o velho RMS Titanic, volta às manchetes dos veículos de mídia, novamente envolvido em uma tragédia…

Durante a madrugada do dia 14 de abril de 1912, por volta das 2h18, naufragava o Royal Mail Ship Titanic, o maior navio transatlântico de passageiros já construido até então, quatro dias depois de sua viagem inaugural.

A suntuosa embarcação afundou nas águas congelantes do Atlântico Norte, levando consigo as vidas de mil quinhentas e três pessoas, sendo oitocentos e quinze passageiros e seiscentos e oitenta e oito trabalhadores.

Imagem real do Titanic, capturada enquanto um rebocador o guiava para fora de Southampton. Cinco dias após, esse símbolo da era dourada jazia no fundo do Atlântico Norte…

O misterioso desaparecimento do submersível Titan da operadora de turismo OceanGate no último domingo, 18 de junho de 2023, durante uma expedição aos destroços do Titanic, após perder o contato com o Polar Prince, navio que o lançou ao oceano e lhe dava suporte, trouxe o nome do lendário transatlântico de volta às mídias.

O que poucas pessoas sabem, é que a trágica história do Titanic está envolvida em alguns eventos de ordem paranormal, muitos acreditam inclusive, que quem se aproxima dos destroços do imponente transatlântico, pode correr o risco de carregar consigo, a temida “Maldição do Titanic”.

Segundo a lenda, os trágicos eventos teriam iniciado ainda durante a construção da embarcação. Muitos afirmam ser uma maldição devido a famosa frase que teria sido dita por um dos responsáveis pelo projeto do Titanic, afirmando que o navio era tão seguro que nem Deus conseguiria afundá-lo.

Os relatos vão desde sonhos premonitórios com o naufrágio a experiências sobrenaturais envolvendo os itens recolhidos dos destroços do navio…

O naufrágio do Titan…

Em 2014, o livro “Futilidade ou o naufrágio do Titan”, escrito em 1899 por Morgan Robertson, ganhou uma versão em português, lançada pela Editora Vermelho Marinho. O conto ganhou notoriedade após o naufrágio do Titanic devido as semelhanças com a história real.

Um fato extremamente curioso e desconhecido pela maioria do grande público que acompanhou as histórias sobre o Titanic, é a existência de um livro que teria supostamente previsto a tragédia, quatorze anos antes.

No ano de 1898, o escritor Morgan Robertson, lançou o conto “Futility , or the Wreck of the Titan”, publicado no Brasil com o nome de “Futilidade ou o naufrágio do Titan” o qual relata com detalhes coincidentemente assustadores, o naufrágio de um transatlântico chamado “Titan”, que afunda no Atlântico Norte após se chocar com um iceberg.

As semelhanças entre os eventos narrados na estória do livro e a tragédia da vida real são de fato impressionantes, dentre elas o nome do comandante. Ambos os eventos ocorrem em abril. Os detalhes do navio como seu comprimento, a velocidade em que navegava, número de botes e compartimentos à prova d’água, até o número de vítimas são parecidos.

O cargueiro Titanian…

O ano era 1935, nessa noite o marinheiro Willian Reeves era o responsável pela vigia do cargueiro Titanian que transportava carvão da Inglaterra para o Canadá.

A medida em que o navio se aproximava do local onde ocorreu o acidente com o Titanic, Willian Reeves foi invadido por um forte pressentimento, um mau presságio.

A princípio ele não levou em conta a sensação estranha, até que se lembrou que fazia aniversário na mesma data do naufrágio do Titanic e imediatamente parou a embarcação. A atitude de Willian evitou a colisão do navio com um iceberg que estava mais adiante em seu trajeto…

O submersível Titan…

Imagem do submersível Titan antes de seu desaparecimento.

A estrutura do submersível Titan, da Ocean Gate, já era motivo de discussão antes de seu desaparecimento. Especialistas consideravam a espessura do casco e testes de segurança inadequados…

No último dia 18 de junho de 2023, uma equipe de cinco pessoas desceram à águas do oceano atlântico, ao largo da costa de Newfoundland, no Canadá, à bordo de um submersível chamado Titan que pertencia a empresa OceanGate Expeditions, enquanto faziam um passeio pelos destroços subaquáticos do Titanic.

O Titan perdeu o contato com o navio Polar Prince, cerca de uma hora e quarenta e cinco minutos após sua descida, no domingo de manhã, desaparecendo no fundo do oceano com um suprimento de oxigênio que duraria apenas noventa e seis horas.

Um magnata do marketing digital chamado Chris Brown, amigo de um dos passageiros, Hamish Harding, era um dos que participariam da expedição e estava empolgado com a ideia. No entanto, após perceber as falhas de segurança, teve um mau pressentimento e desistiu do passeio.

Chris Brown não foi o único a ter maus pressentimentos em relação a essa perigosa aventura ao fundo do oceano. Um empresário milionário de Portugal chamado Mário Ferreira que já foi ao espaço, teve duas chances de embarcar no Titan, mas desistiu.

Mário comprou o bilhete em abril. Na última sexta-feira, dia 16, ele se encontrou com o bilionário britânico Hamish Harding em uma conferência que reforçou o convite para o passeio, no entanto, Márcio decidiu recusar a oportunidade.  

Equipes de salvamento envolvendo militares dos Estados Unidos, França e Canadá estiveram empenhadas na localização e resgate da embarcação. Na quinta feira, 22 de junho de 2023, por volta das 9h55, os destroços do Titan foram localizados no fundo do Oceano Atlântico, a cerca de 500 metros da proa do Titanic, confirmando a morte de todos os passageiros.

Uma tragédia anunciada…

A direção da OceanGate Expeditions foi avisada mais de uma vez que o Titan poderia enfrentar problemas de segurança catastróficos decorrentes da forma como foi desenvolvido. O dono da empresa pilotava o próprio submersível e tinha histórico de minimizar preocupações com segurança.

Ao que tudo indica, a tragédia com o Titan era apenas uma questão de tempo. A empresa OceanGate, responsável pela viagem, esta sendo acusada de negligência. Ex-funcionários da empresa falam sobre a falta de testes de segurança e citam o documento o qual os turistas tinham que assinar antes da viagem, concordando com os riscos, inclusive com o risco de morte, isentando a empresa de qualquer responsabilidade.

Recentemente, o roteirista americano de televisão Mike Reiss, que visitou os destroços do Titanic no mesmo submersível no ano passado, falou sobre a experiência que ele classificou como “desorientadora”.

Ele relatou que o Titan já tinha apresentado problemas em todas às vezes que foi à expedição, sendo que na última, ficou cerca de três horas sem comunicação, precisando procurar os destroços sozinho em meio a escuridão.

Segundo Mike Reiss, a bússola parou de funcionar imediatamente e começou a girar, obrigando a equipe a se mover às cegas no fundo do oceano. Ele também precisou assinar o tal documento que segundo ele, já na primeira página a morte é mencionada três vezes.

O fantasma do capitão Smith…

Imagem do capitão Edward Smith à bordo do RMS Olympic.

Edward John Smith era o comandante mais experiente e respeitado da White Star Line. No ano de 1911 ele foi colocado no comando do RMS Olympic, o maior navio do mundo até então, porém não conseguiu evitar uma colisão com o cruzador HMS Hawke em setembro. No ano seguinte foi designado para comandar o Titanic em sua viagem inaugural …

No ano de 1977, o segundo oficial Leonard Bishop, estava à bordo do SS Winterhaven quando teve uma experiência paranormal enquanto fazia um passeio pelo navio. 

Ele conta que passavam sobre as seis sepulturas profundas do Titanic em uma noite. Enquanto ele fazia sua ronda, um dos passageiros, um senhor barbudo que falava mansamente e tinha sotaque britânico se aproximou.

O passageiro fez muitas perguntas sobre a segurança do navio e era extraordinariamente atento aos detalhes. Algo sobre o homem parecia estranho para o oficial Bishop, em suas palavras, algo o “assombrava”, mas ele não conseguia identificar o que parecia estar fora do lugar. 

Alguns anos depois, alguém lhe mostrou uma foto do capitão Edward J. Smith e ele imediatamente disse:

“Eu conheço esse homem, dei a ele um tour pelo meu barco”…

Seu companheiro sorriu e disse:

“Impossível! Esse é o capitão do Titanic”…

Ao que parece, o fantasma do Capitão Smith não assombra apenas as embarcações que passam sobre o local da tragédia. Um casal do Reino Unido comprou uma casa vitoriana de dois quartos onde o capitão Smith nasceu e morou até iniciar sua carreira naval. 

O casal que aluga a casa há mais de uma década, diz que houve uma série de aparições de fantasmas e acontecimentos assustadores no local. De acordo com eles, um de seus inquilinos ligou assombrado durante à noite, relatando ter visto o fantasma do capitão a vagar pelo do quarto. 

Outros inquilinos disseram sentir pontos gelados em toda a casa e ouvir batidas e movimentos. Essas assombrações nunca fizeram com que nenhum dos inquilinos se mudasse, mas o casal acredita que a casa é realmente assombrada. 

William Stead, coincidência ou premonição?…

William Thomas Stead foi um jornalista e editor britânico que embarcou no Titanic para uma visita aos Estados Unidos. Ele conversava animado durante sua última refeição na fatídica noite, contando histórias emocionantes antes de se retirar para seu aposento às 22h30.

William teria ajudado diversas mulheres e crianças a entrar nos botes salva-vidas. Foi atribuído ao jornalista, um ato de extrema generosidade e humanidade ao entregar seu colete salva-vidas para outro passageiro.

O sobrevivente Philip Mock viu William Stead, se agarrando a um bote com John Jacob Astor IV. No entanto, seus pés ficaram congelados e eles foram obrigados a se soltar, morrendo ambos afogados. O corpo do jornalista nunca foi recuperado.

Um fato curioso, é que ele costumava dizer que morreria por linchamento ou se afogaria, chegou a publicar duas peças que ganharam maior significado após sua morte.

Em 22 de março de 1886, ele publicou um artigo com o nome de “Como o navio a vapor caiu no meio do Atlântico, por um sobrevivente”, onde um navio a vapor colidia com outro navio, resultando em uma grande perda de vidas devido ao insuficiente número de botes salva-vidas.

Em 1892, Willian Stead publicou uma estória chamada “Do Velho Mundo para o Novo”, onde um navio, o Majestic, resgatava sobreviventes de outro navio que colidiu com um iceberg. Coincidência ou premonição?

O Museu do Titanic…

Réplica da escadaria do Titanic, localizada no Titanic Museum.

O Titanic Museum em Branson, no Missouri, é o lar de mais de 400 artefatos do luxuoso transatlântico. Os funcionários do museu, acreditam que as almas dos que se perderam naquela fatídica noite, encontraram o caminho para o museu dedicado à sua memória e costumam frequentar o local…

O Museu abriga uma réplica exata do exterior do navio, com metade do tamanho. As 400 relíquias do Titanic foram localizadas no campo de destroços ou transmitidas por sobreviventes do desastre.

A exposição “The Artefact Exhibition”, no Luxor Hotel and Casino em Las Vegas, abriga alguns dos itens originais do Titanic que segundo muitas testemunhas, atuariam como objetos desencadeadores de atividades paranormais.

Muitos funcionários e visitantes relatam já ter testemunhado eventos inexplicáveis durante visitas à exposição. Algumas pessoas relataram a sensação de serem seguidas e ouviram passos, enquanto outras relataram ter visto aparições de corpo inteiro. 

Um evento bizarro envolveu uma foto de Bruce Ismay. Enquanto a equipe da manhã inaugurava a exposição, notaram a foto no chão, encostada na parede. O gerente foi olhar as imagens de vigilância para ver quem teria mexido na foto de Ismay. O que ele viu o surpreendeu, ele viu a imagem tremer e ser muito gentilmente colocada no chão por mãos invisíveis.

Réplica de um dos quartos.

Vários hóspedes e funcionários relataram ter visto uma mulher, com os cabelos presos em um coque, usando um vestido preto de época com gola branca. Um membro da equipe estava montando seu equipamento de câmera em preparação para a abertura da exposição, quando notou uma mulher descendo a réplica da grande escadaria do Titanic. 

Isso o confundiu porque ele nunca viu ninguém subir e as portas ainda não estavam abertas. Ele perguntou à mulher se ela gostaria de tirar uma foto, mas não houve resposta. O funcionário continuou montando, mas teve a sensação de que alguém estava atrás dele. 

Quando ele se virou, a mesma mulher estava bem atrás dele. Isso o assustou e novamente ele perguntou se ela gostaria de tirar uma foto e novamente não obteve resposta. A senhora começou a desaparecer e não apareceu novamente por dias.

Muitas pessoas disseram que ouviram seu nome ser chamado seguido de risos brincalhões e tiveram seus cabelos e roupas puxados. Quando a exposição fecha à noite, os funcionários dizem que podem ouvir os acordes de uma orquestra fantasma.

Os trabalhadores mortos…

Em 11 de junho de 1911, Robert Murphy estava atravessando um corredor de prancha no Titanic quando as tábuas de repente se separaram e desabaram. Murphy caiu de uma altura aproximada de 50 pés parando no topo do tanque. Ele morreu em consequência dos ferimentos sofridos. A morte de Murphy não foi a primeira no estaleiro de Belfast Harland and Wolff, o filho de Robert Murphy já havia encontrado uma morte semelhante enquanto trabalhava no navio irmão do Titanic, o Olympic.

As mortes envolvendo o Titanic, não se resumem apenas às vítimas do naufrágio, elas começaram antes, durante a construção do Navio. Estima-se que pelo menos oito trabalhadores tenham morrido durante sua construção em Belfast, mais especificamente no estaleiro Harland & Wolff.

São conhecidos apenas os nomes de cinco desses trabalhadores:

Samuel Scott, John Kelly, William Clarke, James Dobbin e Robert Murphy, a quem é prestada homenagem através de uma placa localizada no Porto de Belfast.

Outros eventos assombrosos envolvendo o lendário transatlântico, vem das aeronaves que passam pelo local onde descansam seus destroços. Pilotos relatam a visão de orbes. Submarinos que navegaram perto do local relataram ter ouvido sinais estranhos e interferência em seus rádios, incluindo mensagens SOS que não têm fonte variável. O sinal SOS era relativamente novo em 1912 e o Titanic infelizmente foi um dos primeiros a usá-lo.

Pesquisa e texto de Felicia Elen para Superno


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Publicado por feliciaellenbueno

Musicista (cantora, compositora e produtora musical), escritora, filósofa, blogueira, artesã, jardinista, polímata, autodidata. Amante das artes, da natureza e dos animais.

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