Meu irmão recebera um lindo presente de aniversário… Amou… mas infelizmente não conseguia usá-lo no dia a dia… Era uma bela pulseira de prata, com seu nome gravado em lindas letras góticas, com elos trabalhados, daqueles elos meio torcidos, com duplo fecho de segurança…
A pulseira era linda, brilhava, reluzia, mas bastava ele colocar no pulso que a pulseira ficava preta na hora e sua mão começava a suar muito… Dizem que é normal a prata escurecer em contato com a pele, mas no meu pulso ela nunca escureceu, só escurecia quando ele usava…
Era muito estranho isso… Escurecia na hora, somente no pulso dele… E a mão dele que transpirava sem parar quando usava a pulseira ? Até queria aquela “jóia” pra mim, mas já tinha o nome do meu irmão gravado nela… Que pena… Não dava…
Uma amiga da minha mãe teve um problema similar, um caso bem parecido que ocorreu com o seu marido… Ele usava uma corrente com pingente de prata e era só ele passar no pescoço que o pingente ficava negro, escurecia na hora… Igualzinho meu irmão…
Na época uma benzedeira espírita rezou e benzeu o marido e esse pingente nunca mais escureceu… Ficamos curiosos… Precisávamos então conhecer essa Benzedeira… “Dona Benê” era seu nome…
Para ser sincero, estávamos um pouco “descrentes”, pois como uma simples reza ou oração feita, poderia sanar esse problema ? Para mim, a prata escurecer era uma reação química de algum componente… Mas não custava nada tentar…
Então tentamos… E deu certo… Dona Benê benzeu !!! Rezou, orou, abençoou…
A pulseira parou de pretejar, a mão parou de suar, deu tudo certo !!! Como uma simples oração, uma simples reza poderia sanar um problema desse ? Dona Benê “tinha os dons” !!!
O duro de ser uma pessoa cética é que você cobra racionalidade pra tudo… Tudo tem que ter uma explicação plausível… “Reação Química” da Prata ??? Que nada…
Era sobrenatural e isso não tem explicação racional…
Dona Benê afirmou que era problema espiritual, o objeto estava carregado com uma grande quantidade de energia ruim, negativa, algo nefasto, maligno e diabólico amaldiçoava o objeto e principalmente quem era o portador dele… Meu irmão…
Sei lá…
Eu acho que era o famoso “Encosto”…
Depois disso a pulseira nunca mais pretejou, nunca mais escureceu… mas diante do exposto meu irmão raramente a usava, estava sempre guardada…
O objeto tinha uma incrível capacidade de atração… Todos queriam usar… Todos queriam ter…
Dona Benê estreitou o laço afetivo conosco, afinal era mais que uma amiga, virou praticamente um membro da família…
Depois disso, ela sempre nos auxiliou, (quem acompanha meus relatos já sabe) afugentou o “Cão Negro”, quebrou elos de Maldição, deu qualidade de vida espiritual para meu pai, enfim… Dona Benê foi nosso Anjo da Guarda até falecer em 2001…
Pessoal… Antes que eu me esqueça vou contar de quem meu irmão ganhou a Pulseira…
Adivinha ???
Quem pensou no “Tio Akira” acertou…
Essa é uma história contada por Cláudio T. Suzuki para o blog Superno.
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