O Hatman na minha porta…

Eu devia ter por volta de seis ou sete anos quando tudo começou. Era início dos anos oitenta e eu morava em San Diego na Califórnia nessa época. Morávamos em uma casa comum, em um bairro de classe média. Eu era uma criança com muita imaginação e sempre gostei de histórias de faz de conta, por esse motivo, não é de admirar que minha família não tenha acreditado em mim, quando comecei a contar a eles que havia um homem que ficava parado em frente a porta do meu quarto todas as noites.

Lembro-me de acordar noite após noite, apavorado ao vê-lo ali. (Só de escrever isso tenho uma sensação ruim no estômago). Ele estava usando um chapéu e um casaco comprido. Eu nunca vi seu rosto ou mesmo a cor de sua roupa. Eu podia ver sua forma através da pouca luz que havia no quarto, no meio da escuridão. Ele nunca passou da soleira da porta, mas no mesmo horário, todas as noites ele ficava lá, por um tempo que para mim, parecia uma eternidade.

Eu apenas sentava na minha cama e olhava para ele com meu corpo devastado pelo medo. Tão assustado que não conseguia gritar ou chorar. Com medo de que se eu me movesse ou desviasse os olhos, ele viria me pegar. Assim que ele saía, eu corria para o quarto da minha irmã e me deitava na cama com ela. Isso se tornou uma rotina noturna durante anos…

Trinta e oito anos depois, estava assistindo a um documentário sobre pesadelos e vi que outras pessoas viram esse mesmo homem. Eu não podia acreditar. Eu ainda não posso. Por quê? Por que eu e mais ninguém na minha casa? Eu ainda estremeço quando penso nisso. Para todos os outros que compartilharam desse horror, saibam que vocês não estão sozinhos…

Essa é uma história real, enviada por um leitor ao Blog “Histórias de Terror do Homem Do Chapéu”. A identidade das pessoas envolvidas nessa história foi mantida em Sigilo.

Tradução e adaptação para o português: Felícia Elen


Publicado por feliciaellenbueno

Musicista (cantora, compositora e produtora musical), escritora, filósofa, blogueira, artesã, jardinista, polímata, autodidata. Amante das artes, da natureza e dos animais.

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