Crianças psicopatas…

(história 1)

Gustavo apresentava sinais de agressividade desde que era pequeno. Ele costumava bater nos pais e nos coleguinhas. Muitos podem achar que isso é uma fase, e para a maioria das crianças, de fato é, mas no caso de Gustavo, isso se tornou algo tão grave e tão constante que aos treze anos de idade, o jovem precisou ser internado em um hospital psiquiátrico onde ficou por um ano e meio, no entanto, sem sucesso em seu tratamento.

Sua mãe que aqui chamaremos de Natália, se sentia culpada e humilhada pelas outras pessoas que a julgavam, jogando sobre ela a culpa pelo comportamento do filho. Ela era acusada de permitir os abusos dele. Diziam que o comportamento do menino era falta de uma postura mais rígida por parte dos pais, que o menino precisa apanhar.

As pessoas à sua volta, minimizavam a situação, como se as atitudes de Gustavo fossem típicas de uma adolescência conflituosa. Gustavo roubava dinheiro da família, chegou a destruir a casa três vezes, cortou a orelha do pai, golpeou as costelas da mãe, que precisou ser hospitalizada.

A mãe conta que as vezes, ela acordava no meio da noite e era surpreendida com Gustavo a observando dormir, então ela se deu conta de que o garoto, cedo ou tarde, acabaria matando sua família. Não restou outra alternativa para a família que não fosse esperar que o rapaz completasse vinte e um anos para expulsá-lo de casa, quando poderiam finalmente encontrar um pouco de paz.

A família tomou essa decisão no ano de 1993, e desde então, eles não tem mais contato com o filho. Depois de anos de terapia, os pais de Gustavo decidiram que era o melhor a ser feito, pois chegaram a conclusão de que seu filho era irrecuperável. Para a ciência, Gustavo nasceu assim e vai morrer assim. Hoje, aos quarenta anos, ele ainda tenta entrar em contato com a família, mas sempre que seus pais permitiram essa aproximação, ele voltou a prejudicá-los e a roubar objetos da casa.

Os pais de Gustavo, continuam a fazer terapia, a dor da perda do filho (mesmo que em vida) foi um golpe dilacerante para ambos que se sentiram culpados por sua decisão. Essa é a triste história de um casal que precisou colocar seu filho pra fora de casa por estarem assombrados pelo medo de perderem suas vidas pelas mãos do próprio filho.

Quantas pessoas já viveram ou ainda vivem dramas semelhantes? Muitas mães podem estar nesse momento vivendo esse pesadelo. Quantas já perderam suas vidas pelas mãos daqueles a quem elas deram a vida?

O que vocês acharam desse caso? Seria apenas um transtorno mental, ou seria possível que esse rapaz estivesse sob a influência de algo além de nossa compreensão? Ou seriam ambas a coisas? Deixem a opinião de vocês aí embaixo nos comentários.

Essa é uma história real. Os nomes das pessoas envolvidas nessa história foram substituídos por nomes fictícios para preservar a privacidade dos mesmos

Texto: Felícia Elen
Fonte de pesquisa: Super Interessante.


Publicado por feliciaellenbueno

Musicista (cantora, compositora e produtora musical), escritora, filósofa, blogueira, artesã, jardinista, polímata, autodidata. Amante das artes, da natureza e dos animais.

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