Eu morei em uma casa, onde eu era vizinha de uma mulher, que era um verdadeiro demônio. Eu nunca fiz nada de mal para aquela mulher, mas ela me odiava gratuitamente, ela tinha muita inveja de mim, parece que até dos meus filhos ela tinha inveja. As crianças dela vinham brincar na minha porta com meus filhos e ela chegava e ficava colocando defeito nos meus filhos, nas roupas, nos brinquedos e por aí vai.
Eu não confiava nela, então não deixava meus filhos irem brincar na casa dela, só na frente de casa. Um dia, essa mulher teve um surto de bondade e apareceu na minha porta com uma vasília cheia de sopa, me oferecendo toda sorridente, nem parecia a mesma pessoa.
Eu na hora, sem reação aceitei e levei a sopa pra dentro de casa. Como eu sou muito desconfiada, derramei a sopa dentro do vaso e dei descarga, não comi. Passados uns dias essa mulher ficou pior ainda comigo, passava por mim com uma cara de ódio.
O estranho é que com meu marido ela sempre foi educada, mas me odiava. Eu a ouvia me praguejando lá da casa dela, ela gritava como uma pessoa louca, não citava meu nome, mas eu sabia que era pra mim que ela estava falando aquelas coisas. Depois disso, nem os filhos dela vinham mais brincar na minha porta.
Passaram-se alguns meses e eu comecei a ficar doente, sentia fortes dores abdominais, chegava a rolar na cama de tanta dor. Eu ia a médicos, fazia exames e sempre dava tudo normal, mas a dor ia ficando cada vez mais forte. Procurei todo tipo de ajuda e nada. Até que um dia minha cunhada me levou até uma senhora evangélica que orava pelas pessoas, uma idosa muito amorosa que me recebeu e orou por mim.
Quando ela começou a orar, eu comecei a passar mal, tive tonturas e comecei a vomitar um líquido preto. Depois da oração me sentaram no sofá e me trouxeram água, aí aquela senhora me falou que enquanto orava por mim tinha visto uma cova aberta e meu nome na lápide. Ela disse que uma mulher tinha colocado terra de cemitério em uma comida para me matar (na hora lembrei da sopa), mas como eu não comi, essa mulher estava furiosa e que não iria descançar até me destruir.
Essa irmã me deu óleo consagrado e falou pra eu passar em todas as janelas e portas naquele dia porque ela viu uma coisa muito ruim, e falou: “Minha filha, a morte foi mandada pra entrar na tua casa hoje à noite e a ordem é pra não sair de lá sem levar alguém, mas você passa o óleo nas portas e nas janelas pra esse mal não conseguir entrar.
Eu fiquei horrorizada, fiz tudo o que a irmã mandou, naquele dia eu nem consegui dormir, fiquei em vigília, eu estava apavorada pelos meus fillhos. Quando foi por volta das três e pouco da manhã eu ouvi o barulho de um vento muito forte, parecia um furacão. Minha casa era de telha e eu ouvia o barulho como se o vento tivesse arrastando coisas, tipo uns pedriscos em cima da telha.
De repente as portas e as janelas começaram a sacudir ao mesmo tempo, como se o vento quisesse arrebentar tudo. Eu entrei em pânico e comecei a orar o salmo 91, eu levantava os braços na direção das janelas e das portas e mandava aquilo ir embora, eu fiquei completamente desesperada.
Isso deve ter durado alguns minutos, eu nem tenho ideia, mas assim do nada acabou, e tudo ficou em absoluto silêncio. Eu não consegui mais dormir, meu medo era tanto que eu só chorava, fiquei pedindo a Deus pra amanhecer logo. Quando amanheceu, eu ouvi uma movimentação na rua, barulho de gente falando, e logo chegou uma ambulância.
Eu saí pra ver o que tinha acontecido, e uma outra vizinha me falou que a vizinha que me odiava tinha passado mal e foi encontrada pelo marido, caída no chão do banheiro e chamaram uma ambulância. Eu sei que depois de um longo tempo os socorristas saíram com ela e a levaram para o hopital.
Sei que essa mulher teve um AVC e ficou de cama. Mas a história não termina aqui. Depois desse acontecimento, o marido dela encontrou vários buracos na parede que ficavam escondidos atrás do guarda roupa deles. Essa parede dava com a parede da minha casa.
Nesses buracos haviam coisas estranhas e dentre essas coisas, havia uma boneca de tecido com meu nome escrito, aparentemente de caneta vermelha, sabe-se lá se era caneta mesmo, porque eu não vi, quem me contou foi essa outra vizinha.
Graças a Deus eu consegui me mudar de lá e minha saúde melhorou cem por cento. Nunca mais tive notícias dessa mulher, não sei nem se ainda está viva. Obrigada a todos os que leram.
Essa é uma história real e foi enviada por uma leitora ao blog Superno. Os nomes das pessoas envolvidas nessa história, foram mantidos em sigilo.