Em fevereiro de 2015 conheci um rapaz em um show. Para proteger sua identidade, vou chamá-lo de Ryan. Estávamos começando a sair todo fim de semana e cerca de um mês depois eu o deixei passar a noite em minha casa. Ele acordou em pânico e disse que estava tendo uma crise de terror noturno e viu um homem na minha porta pedindo para falar com ele. Ele já havia comentado antes que costumava ter esses terrores noturnos, então não pensei muito nisso. Como ele morava bem longe, ele ficava na minha casa todo final de semana. Seu aniversário de vinte um anos foi naquela semana, então fizemos uma pequena festa para ele.
Por volta das duas horas da manhã, a festa se dividiu entre o meu porão, onde estávamos assistindo a um filme, e o lado de fora, onde estava o resto do pessoal que estava bebendo. No meio do filme, minha irmã desceu e me disse que o Ryan estava chorando no banheiro. Fui até lá e sentei no chão para confortá-lo. Ele estava tão confuso que não conseguia realmente dizer por que ele estava chorando. Coloquei meu braço em volta dele e esperei que ele se acalmasse. Uma hora se passou e ele ainda estava lá, então eu disse a ele que o colocaria na cama e que ele se sentiria melhor pela manhã. Descemos as escadas e ele se deitou na cama. Perguntei-lhe se ele queria que eu apagasse as luzes, ele disse que sim, e enquanto eu abria a porta o ouvi se levantar.
Eu me virei e ele estava de pé ao lado da cama, olhando para a parede, com um olhar aterrorizado em seu rosto. Perguntei-lhe se estava tudo bem. Seu rosto ficou distorcido como se estivesse com muita raiva. Ele me olhou com um olhar morto, sem expressão e começou a rosnar. Fiquei confusa, pois isso é muito fora da personalidade dele. Ele é muito tímido, e tem uma voz muito suave, não é o tipo de pessoa que faria esse tipo de brincadeira. Eu pensei que talvez ele estivesse bêbado, o que explicaria seu comportamento estranho. De repente, ele pulou em mim, pensei que ele estivesse apenas brincando e o empurrei de volta na cama. Ele começou a gritar com uma voz grave e a se debater. Eu sabia que algo estava terrivelmente errado. Eu pulei em cima dele para segurá-lo, tentando evitar que ele pudesse machucar alguém ou a si mesmo.
Meu amigo, Joe ouviu todo o barulho e entrou correndo. Pedi para ele chamar minha irmã, ele percebeu que algo ruim estava acontecendo e correu para buscá-la. Ela e o resto das pessoas que ainda estavam do lado de fora entraram no quarto. Ryan estava gritando e se batendo. Quatro homens fisicamente fortes o agarraram em uma tentativa de contê-lo. Ryan é um garoto baixo, então não deveria ter sido um grande problema para eles segurá-lo, mas de alguma forma ele teve força suficiente para jogá-los ao redor do quarto. Então ele começou a falar em outra língua. Não consegui identificar o idioma, mas posso dizer que tenho certeza absoluta de que nunca tinha ouvido nada como aquilo antes ou pelo menos não estava familiarizada.
Sua voz soava exatamente como eles retratam os demônios nos filmes, confesso que nunca achei que veria algo assim de perto. Fiquei com tanto medo que comecei a chorar. Todo mundo estava no quarto neste momento. Ele estava se movendo de maneira não natural e às vezes parecia que ele parava de respirar. A cada poucos minutos, seu rosto voltava ao normal, ele olhava para mim e me implorava por ajuda com sua voz normal. Então seu rosto se transformava novamente com aquele olhar sinistro e ele começava a gritar conosco naquela língua estranha. Isso durou por mais ou menos uma hora, até que ele começou a tentar morder as pessoas.
Tivemos que levá-lo ao hospital. Levamos um tempão para levá-lo ao carro e depois ao pronto-socorro. A equipe saiu com uma maca e o levou para dentro. Eles se recusaram a me deixar entrar no quarto com ele. Eu estava sentada na sala de espera por quarenta e cinco minutos quando uma enfermeira saiu e disse que Ryan não parava de perguntar por mim para que eles me deixassem entrar. Entrei no quarto dele e sentei em uma cadeira, ele estava deitado na cama. Perguntei como ele estava se sentindo, estávamos tendo uma conversa normal. Enquanto ele estava falando comigo, por um breve segundo seu rosto se contorceu e eu vi aquele olhar maligno novamente, ele soltava um rosnado e depois continuava falando como se nada tivesse acontecido.
Em determinado momento, ele olhou para um ponto no canto da sala e começou a conversar com alguém. Perguntei quem era, ele me disse um nome estranho, mas não consigo lembrar qual era. Depois daquele dia, tudo parecia normal por muito tempo. Eu desconsiderei o ocorrido, queria crer que ele estava incrivelmente bêbado, embora eu não tivesse tanta certeza.
Um dia, eu estava na minha casa com ele e mais dois amigos. Estávamos assistindo Netflix e conversando. De repente, vimos meu controle remoto deslizando lentamente pela mesa. Minha primeira ideia foi pensar em alguma explicação perfeitamente racional, como se talvez a lavadora estivesse ligada e estivesse sacudindo lentamente a mesa fazendo com que o controle remoto parecesse se mover por conta própria. Então meu amigo perguntou a Ryan se ele estava fazendo aquilo. Ryan estava a um metro e meio de distância do controle remoto. Então ele lentamente levantou uma mão no ar e um segundo depois, o controle remoto voou pela sala. Olhei para Ryan e ele parecia em transe e cansado. Ele estava com bolsas nos olhos que eu juro que não estavam lá mais cedo naquele dia. Sua expressão facial o fez parecer irritado. O suor começou a se formar em sua testa. Eu apenas olhei incrédula até meus olhos começarem a lacrimejar. Eu estava apavorada e gritei para ele sair da minha casa, então ele simplesmente se levantou e saiu. Nunca senti tanto medo na minha vida.
Durante duas semanas, me certifiquei de estar com alguém vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana e até comecei a dormir com as luzes acesas, eu estava com medo de ficar sozinha. A possessão é uma coisa real, eu realmente acredito que foi isso que aconteceu com ele. Tentei ajudá-lo, mas ele rejeitou minha ajuda. Se alguém tiver uma explicação lógica para isso, eu adoraria ouvir seus comentários. Isso poderia ter sido algo que ele puxou para chamar a atenção, mas não posso explicar como ele fez com que o controle remoto se movesse com tanta força. Não estou mais em contato com ele, desde outubro. Eu sei que alguns dos meus amigos ainda o vêem e disseram que nada de estranho aconteceu desde então. Até hoje fico apavorada!
Essa é uma história real compartilhada por uma usuária em uma famosa rede social dos Estados Unidos. A identidade doa envolvidos nessa história foi mantida em sigilo.