O sonho…

Certa vez eu tive o mesmo sonho que o meu melhor amigo. Éramos muito unidos, sempre que um ia para algum lugar chamava o outro. Sabem aqueles amigos de infância que crescem conosco como irmãos e estão sempre na nossa casa que acabam virando alguém da família? Então, esse meu amigo era assim e aqui nesse relato vou chamá-lo de Cris.

O Cris era um cara muito alegre, brincalhão, era tão fácil gostar dele! Passamos os melhores momentos da infância e adolescência juntos, chegamos a estudar na mesma sala algumas vezes mas nos separamos ao entrar para a faculdade pois escolhemos cursos diferentes.

Na noite que tivemos esse sonho fiquei muito assustada, porque o sonho foi muito realista e me incomodou. Claro que contei para o Cris que me interrompeu e já foi logo falando que tinha sonhado a mesma coisa e seguiu narrando o sonho. Ele não tinha como saber, foi algo realmente inexplicável, nós tivemos exatamente o mesmo sonho na mesma noite.

Nesse sonho nós dois morríamos afogados em uma enchente. Ele escorregava e caía na água, então eu pulava em seguida para tentar salvá-lo mas não conseguia e então eu me lembro de sentir meu corpo inerte, afundando lentamente enquanto eu via a superfície se afastando em uma última visão da vida antes do fim.

Tempos depois desse sonho, houve uma festa na casa de um amigo em comum e como sempre eu e o Cris fomos juntos. Durante uma conversa entre amigos, uma mulher a qual eu não conhecia e nunca tinha visto antes, se dirigiu a mim e ao Cris e disse ser uma “clarividente”. Segundo ela nós dois havíamos sido irmãos em uma vida passada e que o Cris havia morrido afogado em uma enchente e que eu não havia sido capaz de salvá-lo.

Ficamos perplexos porque nos lembramos do sonho e embora eu não acredite em reencarnação e seja muito cética quanto a isso, confesso que fiquei muito surpresa com o que aquela mulher falou.

O Cris ficou mais impressionado com isso que eu, isso o deixou pensativo, retraído, meio caladão, eu penso que isso deu uma sugestão à mente dele, não sei, foi o que eu pensei na época.

Meses depois desse encontro com essa mulher, em uma tarde de sábado, eu recebi um dos piores golpes que já recebi na vida. O Cris havia me deixado para sempre, ele morreu afogado em uma cachoeira durante um passeio com amigos da faculdade.

Essa notícia foi um choque para mim, não consigo me lembrar disso sem encher os olhos de lágrimas. Se existem outras vidas eu não sei, o que sei é que nessa vida eu perdi meu melhor amigo, meu irmãozinho. O que acredito é que existem forças sobrenaturais e inexplicaveis que nos conectam de maneira incrível a pessoas fantásticas com uma força maior que o sangue e que qualquer dna. Bom, esse é meu relato, obrigada por lerem até aqui.

Esse é uma história real enviada por uma leitora ao blog Superno. Os nomes reais foram substituídos por nomes fictícios para garantir a privacidade das pessoas envolvidas nessa história.

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Publicado por feliciaellenbueno

Musicista (cantora, compositora e produtora musical), escritora, filósofa, blogueira, artesã, jardinista, polímata, autodidata. Amante das artes, da natureza e dos animais.

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