Essa é uma história real, isso aconteceu comigo quando eu era mais nova. Eu devia ter cerca de seis a sete anos e nessa época, assim como algumas crianças, eu tive um amigo imaginário, o nome dele era Culuca.
Meus pais contam que tudo o que eles faziam para mim, eles tinham que fazer também para o Culuca. Se eu fosse comer, tinha que colocar um prato para o Culuca também e assim tudo o que eu fazia, tinha que ser compartilhado com meu amigo imaginário como se de fato ele fosse uma pessoa real.
Recentemente, em uma conversa com meus pais, eu perguntei a eles se eles se lembravam de como era esse meu amigo, mas eles disseram que eu nunca contei a eles, porém, eles imaginavam se tratar de uma criança, um garotinho, devido ao fato de eu sempre pedir a eles que fizessem ao Culuca o que faziam a mim.
No entanto, o Culuca não era um garotinho, ele era um pato, um pato muito grande que vivia no morro onde eu moro, eu sempre o via em cima do morro. A casa onde eu moro tem dois andares e mais uma laje acima, então são três andares e eu só conseguia vê-lo quando eu subia nesse terceiro andar.
Eu me lembro de sempre brincar com ele e isso não incomodava meus pais, eles achavam que era algo normal, coisa de criança mesmo. Meus pais eram da igreja, no entanto, não estavam firmes.
Um dia, como de costume, eu subi ao terceiro andar para brincar com o Culuca e no meio da brincadeira, ele disse algo que hoje sei que era terrível e assustador, mas na minha inocência de criança na época eu não percebi a maldade. Ele me pediu para pular de lá de cima para que eu pudesse brincar com ele.
Na hora eu achei muito estranho o pedido do meu amigo imaginário, pois mesmo sendo uma criança, eu tinha o entendimento de que se eu pulasse, eu poderia me machucar muito e não pulei. No entanto, o Culuca continuou a insistir e a tentar me persuadir a pular, ele dizia que queria brincar e que eu estava muito longe, que eu precisava chegar mais perto para que ele pudesse me ver.
Então eu dizia a ele que eu não poderia fazer aquilo, que se eu pulasse eu iria me machucar, no entanto, meu falso amigo Culuca, não se deu por vencido e em mais uma tentativa de me fazer despencar do terceiro andar, ele disse para mim que eu poderia ficar tranquila, que quando eu pulasse, ele ira me segurar e eu iria voando com ele.
Então, já assustada eu me recusei novamente a pular. Foi então que algo terrível aconteceu. Ao perceber que não era possível me convencer a me jogar de lá de cima, o Culuca ficou muito zangado e foi aí que ele me mostrou sua verdadeira face. A imagem inocente do pato Culuca se desfigurou, transformando-se em uma figura preta, bizarra e assustadora com olhos vermelhos que começou a crescer ainda mais, pois o Culuca já era um pato bem grande.
Então aquela criatura horrível que é até difícil descrever, me lembra os dementadores do filme Harry Potter, porém bem maiores, veio voando ferozmente em minha direção. Eu fiquei apavorada, no entanto, como meus pais eram da igreja, eles sempre me ensinaram a repreender essas coisas em nome de Jesus, porque o nome de Jesus tem todo o poder, e foi o que eu fiz, eu repreendi em nome de Jesus.
No momento em que eu repreendi, ele desapareceu, no entanto, embora eu não pudesse mais vê-lo eu ainda podia escutar seus gritos, ele começou a fazer sons horríveis, uma gritaria tão alta que eu cheguei a colocar as mãos nos ouvidos. Em meio aos gritos, havia ainda o som de correntes, era como se ele estivesse sendo arrastado.
Assustada com aquela situação eu fechei os olhos, eu queria que tudo aquilo acabasse. Então, quando tudo ficou novamente em silêncio eu abri os olhos e não o vi mais, ele havia mesmo desaparecido. Na minha inocência de criança, eu cheguei a pensar que aquilo não era o Culuca, que meu amigo imaginário tinha sido pego por aquele monstro, então eu comecei a chamá-lo, mas depois de um tempo eu finalmente entendi que o Culuca não era um pato, meu amigo imaginário era um demônio.
Depois desse dia, eu nunca mais vi o Culuca, eu continuo tendo experiências com o sobrenatural, mas o Culuca desapareceu para sempre. Acredito que eu me apeguei ao Culuca por me sentir muito sozinha pois uma das minhas irmãs era mais velha e a outra muito nova e eu não tinha com quem brincar e creio que essa entidade se aproveitou disso. Bom, esse é o meu relato, espero que vocês tenham gostado.
Essa é uma história real enviada ao blog Superno. A identidade da pessoa envolvida nessa história foi mantida em sigilo. Compartilhe esse relato com seus amigos e siga nossa página no Facebook