A lápide de Liliana Crociati…

Por mais que pareça mórbido aos olhos de algumas pessoas, os cemitérios em alguns lugares do mundo, se tornaram interessantes pontos turísticos, não apenas pelo valor da arte tumular encontrada em diversos deles, mas também pelas histórias que se escondem por trás de suas lápides.

Um dos pontos turísticos mais visitados em Buenos Aires, na Argentina, é o Cemitério da Recoleta, um dos cemitérios mais visitados no mundo, onde se encontra o túmulo de Liliana Crociati, um dos mais visitados do local.

Liliana Crociati De Szaszak morreu em 26 de fevereiro de 1970, aos 26 anos de idade, vítima de uma avalanche que atingiu o quarto do hotel onde estava hospedada, durante sua lua de mel na Áustria, na cidade de Innsbruck.

Um grande mistério que cerca sua morte, é o fato de que no mesmo dia, separados por mais de quatorze mil quilômetros de distância, seu cachorrinho Sabú, também faleceu.

Inconsolável, o pai de Liliana fez um mausoléu que imitava o quarto de sua filha em vida. O túmulo foi projetado por sua mãe, no estilo gótico, o que o destacou dentre os demais túmulos do cemitério.

A escultura de Liliana foi modelada pelo escultor Wíeredovol Viladrich, que também esculpiu a estátua de seu amado cãozinho, misteriosamente morto no mesmo dia da morte de sua dona.

Há também superstições alimentadas pelas pessoas que visitam o túmulo de Liliana. Uma delas diz que quem esfregar as mãos no focinho da escultura de seu cachorrinho terá boa sorte…

No túmulo também é possível observar um pódio de pedra, adornado com uma placa onde está gravado em italiano, um poema escrito pelo pai de Liliana na ocasião de sua morte que diz assim:

“À MINHA FILHA,

Somente me pergunto o porquê. Tu te foste e deixaste meu coração destruído, o qual apenas te queria, por quê?

Por quê? Apenas o destino sabe a razão e eu me pergunto, por quê? Porque não podemos ficar sem ti, por quê?

Tu eras tão bonita que a natureza, invejosa, destruiu-te. Por quê? Apenas me pergunto por que, se há um Deus, ele leva-te em seu nome.

Porque ele nos destrói e nos deixa numa eternidade de tristezas? Por quê? Eu acredito no destino, não em você. Por quê?

Porque apenas sei que sempre sonho contigo, por que isso? Por todo o amor que meu coração sente por ti. Por quê? Por quê?

Teu Papai…”


Publicado por feliciaellenbueno

Musicista (cantora, compositora e produtora musical), escritora, filósofa, blogueira, artesã, jardinista, polímata, autodidata. Amante das artes, da natureza e dos animais.

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